sábado, 23 de fevereiro de 2008

Lembra dele?!

Eduardo da Silva, brasileiro-croata descoberto num campeonato de favelas do Rio de Janeiro, 'sofreu' uma fratura na perna esquerda em partida realizada hoje pelo campeonato inglês. Dessa forma, o jogador do Arsenal fica fora do resto da temporada e da eurocopa. Alguns textos de sites ingleses falam até em "carreira ameaçada".

Resta torcer para Eduardo e cobrar! Cobrar para que a punição seja tão severa quanto à lesão.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Mais que dois...

A boca continuava seca. Fechada. O restante do rosto fachada ainda não me vira e muito menos me veria. Minha insistência em lamentar meu olho sobre ela não surtiu algum resultado. Era ou linda demais, ou uma farsa, daquelas que só se descobre quando já se perdeu todo o tempo do mundo, mas tempo era o que eu mais tinha. A ponta dos seus dedos, de tempo em tempo, lambia o rodapé das páginas e as deixava para trás, como ela certamente fazia com tudo na vida. Aquele livro lhe era agradável. A minha leitura dela lendo era me irritante. Com a outra mão, buscava a xícara que soltava um calor claro sobre sua boca. A boca molha. Ela retorna a xícara à mesa, lambe a página com os dedos mais uma vez e continua a ler. Seria necessário para mim mais do que um simples ruído para chamar a atenção. Desejava o seu olhar, sua boca, quem sabe a voz. Qual o desgraçado motivo de eu não ter ao menos o poder da mente para fazer com que ela me note. Ela puxa uma caneta e anota algo no papel. Fico curioso. Por que não tenho o poder de ler pensamentos. Não vi nem ao menos a capa do livro, para saber o assunto. Quem sabe eu poderia chegar até ela e dizer algo interessante, quem sabe eu poderia esbarrar no garçom e derrubar um suco qualquer nela e depois insistir que o culpado fora eu, que eu pagaria para ela um novo vestido e se ela quisesse, poderia até lhe dar um carro, uma casa, uma família, filhos, netos... Por que eu não tenho o poder?
Ali continua ela, alguns minutos, quem sabe horas e ainda não desviou o olhar para mim. Cheguei até a ter a certeza de que estaria morto. Um fantasma insignificante que se sente preso ao desprezo de alguém. Vira mais uma página. Dá mais um gole. Repete-se e não inova, não me olha. Olha... olha... - continuo insistindo com a mente - e ela não responde. Quem sabe eu pudesse chegar até ela e dizer - olha, eu estava te olhando e queria o seu olhar olhando o meu olhar também - patético. A música pára, o mundo pára e ela não... Não me canso. A luta por atenção vira obsessão, vira descrédito, que vira luta, que vira força, que se perde nas dúvidas e nos medos. Mais uma vez busca um papel e anota. O garçom lhe traz a nota. Ela não me olha e levanta-se. Passa pelo caixa, olha-o, sorri e lhe entrega um papel anotado. Fala algo e vai embora. Mergulho meu olho no meu café já frio. O garçom vem até mim e me dá um papel com a letra feminina: "demorou". Foi aí que descobri que as mulheres têm mais que dois olhos...



[Texto de Walter Henrique Comine Maldonado.]

Hoje tudo pode acontecer!

Fidel Castro renunciou ao poder.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Clichê, é verdade, mas..

Faz tempo que o Brasil sofre de 'problemas sociais', a verdade é que eles nunca tiveram tanto espaço e destaque na mídia. Educação e saúde pública deficitária, uma urbanização disforme como consequência do êxodo rural e da migração desordenada, a intensificação da violência urbana, a corrupção e uma reforma agrária ineficiente são alguns dos principais temas discutidos.

Todos esses problemas estão ligados ao contexto histórico de colonização e posterior desenvolvimento do país. Teoricamente, deveriam ser estudados a fim de que os erros não fossem repetidos. O que acontece é que o governo, ou melhor, a maioria das pessoas que conduzem essas instituições têm interesses não condizentes ao interesse comum.

O imediatismo e a falta de capacidade fazem com que, em certas situações, decisões sejam tomadas precocemente. As cotas nas universidades, por exemplo, certamente beneficiarão parte da população, mas poderão ajudar a maquiar o péssimo ensino fundamental e médio onde os alunos, muitas vezes, são aprovados para abrir vaga. O assentamento de terras equivocado praticado pelo governo, que não dá condições de concorrência aos novos proprietários e acaba prejudicando a própria agricultura de subsistência.

Além de todos esses problemas, a corrupção está em alta, e não só na esfera política, isso porque o "jeitinho brasileiro", de certa forma, faz com que desonestidade e pequenos subornos passem a ser fenômenos corriqueiros, normais.

Às vezes, parece que o Brasil segue na contra-mão e que as ações corretivas tomadas são todas paliativas, mas em vez de apenas criticar o assistencialismo, deve-se buscar a execução de programas paralelos a ele, encontrar no jeito brasileiro, uma maneira de fomentar a atuação como cidadãos, pois o governo, sozinho, não consegue transformar um país.

A questão é: Qual a sua parte?

Ou você não faz parte?!

Só pra inaugurar

Enquanto aprendo a usar o blog direito!